Cameron e Tyler Winklevoss são gêmeos famosos no mercado da tecnologia por sua complexa relação com a criação do Facebook. Os dois acusam Mark Zuckerberg, fundador e CEO da empresa, de ter lhes roubado a ideia da rede social quando ainda eram alunos da Universidade de Harvard.

Mesmo que hoje os gêmeos Winklevoss não possam desfrutar do sucesso do Facebook, isso não os impediu de enriquecer. A imprensa norte-americano tem reportado nesta segunda-feira, 4, que os dois se tornaram bilionários investindo em bitcoin.

Em 2013, os irmãos Winklevoss receberam US$ 65 milhões de Mark Zuckerberg depois que o CEO do Facebook foi condenado por ter lhes roubado a ideia da rede social. Desse dinheiro, a dupla investiu US$ 11 milhões na moeda virtual, que na época valia pouco mais de US$ 100.

Os dois se diziam donos de 1% de todo o valor em dólar da criptomoeda no mercado na ocasião. Com o crescimento da bitcoin, que recentemente passou a valer mais de US$ 10 mil, os Winklevoss passaram a ser donos de uma quantia equivalente a mais de US$ 1 bilhão.

Em quatro anos desde que a dupla investiu na moeda digital, o valor da bitcoin cresceu mais de 10.000%, o que explica o enriquecimento. De acordo com informações do jornal The Telegraph, os gêmeos não venderam sequer um bitcoin desde que investiram US$ 11 milhões em 2013.

São poucas as carteiras virtuais de bitcoin publicamente acessíveis que possuem mais de US$ 1 bilhão em criptomoedas. Além dos Winklevoss, outro que ficou bilionário nesse ramo foi o misterioso criador da bitcoin, conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto.

A história dos gêmeos com o Facebook

Tudo começou em 2002. Cameron e Tyler Winklevoss tiveram a ideia de criar uma rede social para estudantes de Harvard chamada HarvardConnection. O programador Sanjay Mavinkurve começou a desenvolver o website e, em seguida, passou o trabalho a Victor Gao.

Por motivos pessoais, Gao também precisou deixar o projeto em 2003 e indicou um colega de curso para dar continuidade: Mark Zuckerberg. De acordo com os irmãos Winklevoss, Zuckerberg aceitou completar o desenvolvimento da rede social que já tinha diversas páginas de front-end, sistema de registro, banco de dados e códigos de back-end prontos.

Entre novembro de 2003 e janeiro de 2004, porém, Zuckerberg não apresentou qualquer progresso com o HarvardConnection e evitou diversas reuniões marcadas com os irmãos Winklevoss. Em fevereiro de 2004, porém, Zuckerberg colocou no ar um site chamado thefacebook.com, uma rede social para estudantes de Harvard idêntica à ideia dos gêmeos.

Naturalmente, a HarvardConnection caiu em esquecimento, já que foi lançada após o thefacebook.com. Este, por sua vez, cresceu para se tornar o Facebook que hoje tem mais de 2 bilhões de usuários ativos em todo o mundo e é uma empresa avaliada em mais de US$ 519 bilhões.

A disputa judicial entre os Winklevoss e Zuckerberg começou em 2004 com a acusação de plágio e só terminou em 2011. O fundador do Facebook pagou US$ 65 milhões aos gêmeos. Parte dessa história é contada no filme “A Rede Social”, de 2010, em que os Winklevoss são interpretados pelo ator Armie Hammer; e no livro “Bilionários por Acaso”, de Ben Mezrich.

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Gabriel Sampaio Pangardi

JOVEM PAULISTANO DESDE 1997, ENTUSIASTA DA CRIAÇÃO E CONSUMO DE CONTEÚDO AUDIOVISUAL DE E PARA DIVERSOS FINS COM PRIORIDADE PARA REDES SOCIAIS MAS NÃO SE LIMITANDO A ELAS.

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